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O PAI PERDOA_FATHER FOGETS_W. Livingston Larned

                                         O PAI PERDOA_FATHER  FOGETS




"O pai perdoa" é um classico Norte-Americano que foi criado por um pai verdaeiro que no seu arrependimento e magoa não exitou escrever para seu amado filho,segundo o autor, W. Livingston Larned, foi reproduzido em centenas de revistas, publicações empresariais e jornais. Foi publicado em vários idiomas quase que na mesma proporção"

  O texto apareceu a primeira vez como editorial no People's Home Journal. Leia com muita atenç
ão este grandioso artigo emocionante.

"Escute, filho: enquanto falo isso, você está deitado, dormindo, uma mãozinha enfiada debaixo do seu rosto, os cachinhos louros molhados de suor grudados na fronte. Entrei sozinho e sorrateiramente no seu quarto. Há poucos minutos atrás, enquanto eu estava sentado lendo meu jornal na biblioteca, fui assaltado por uma onda sufocante de remorso. E, sentindo-me culpado, vim para ficar ao lado de sua cama.


Andei pensando em algumas coisas, filho: tenho sido intransigente com você. Na hora em que se trocava para ir à escola, ralhei com você por não enxugar direito o rosto com a toalha. Chamei-lhe a atenção por não ter limpado os sapatos. Gritei furioso com você por ter atirado alguns de seus pertences no chão.

Durante o café da manhã, também impliquei com algumas coisas. Você derramou o café fora da xícara. Não mastigou a comida. Pôs o cotovelo sobre a mesa. Passou manteiga demais no pão. E quando começou a brincar e eu estava saindo para pegar o trem, você se virou, abanou a mão e disse: "Tchau, papai!" e, franzindo o cenho, em resposta lhe disse: "Endireite esses ombros!"

De tardezinha, tudo recomeçou. Voltei e quando cheguei perto de casa vi-o ajoelhado, jogando bolinha de gude. Suas meias estavam rasgadas. Humilhei-o diante de seus amiguinhos fazendo-o entrar na minha frente. As meias são caras. Se você as comprasse tomaria mais cuidado com elas! Imagine isso, filho, dito por um pai!

Mais tarde, quando eu lia na biblioteca, lembra-se de como me procurou, timidamente, uma espécie de mágoa impressa nos seus olhos? Quando afastei meu olhar do jornal, irritado com a interrupção, você parou à porta: "O que é que você quer?", perguntei implacável.

Você não disse nada, mas saiu correndo num ímpeto na minha direção, passou seus braços em torno do meu pescoço e me beijou; seus braços foram se apertando com uma afeição pura que Deus fazia crescer em seu coração e que nenhuma indiferença conseguiria extirpar. A seguir retirou-se, subindo correndo os degraus da escada.

Bom, meu filho, não passou muito tempo e meus dedos se afrouxaram, o jornal escorregou por entre eles, e um medo terrível e nauseante tomou conta de mim. Que estava o hábito fazendo de mim? O hábito de ficar achando erros, de fazer reprimendas? Era dessa maneira que eu o vinha recompensando por ser uma criança. Não que não o amasse; o fato é que eu esperava demais da juventude. Eu o avaliava pelos padrões da minha própria vida.

E havia tanto de bom, de belo e de verdadeiro no seu caráter. Seu coraçãozinho era tão grande quanto o sol que subia por detrás das colinas. E isto eu percebi pelo seu gesto espontâneo de correr e de dar-me um beijo de boa noite. Nada mais me importa nesta noite, filho. Entrei na penumbra do seu quarto e ajoelhei-me ao lado de sua cama, envergonhado!

É uma expiação inútil; sei que, se você estivesse acordado, não compreenderia essas coisas. Mas amanhã eu serei um papai de verdade! Serei seu amigo, sofrerei quando você sofrer, rirei quando você rir. Morderei minha língua quando palavras impacientes quiserem sair pela minha boca. Eu irei dizer e repetir, como se fosse um ritual: "Ele é apenas um menino, um menininho!"

Receio que o tenha visto até aqui como um homem feito. Mas, olhando-o agora, filho, encolhido e amedrontado no seu ninho, certifico-me de que é um bebê. Ainda ontem esteve nos braços de sua mãe, a cabeça deitada no ombro dela. Exigi muito de você, exigi muito."

FATHER FORGETS
FATHER FORGETS

W. Livingston Larned

condensed as in "Readers Digest"

Listen, son: I am saying this as you lie asleep, one little

paw crumpled under your cheek and the blond curls stickily

wet on your damp forehead. I have stolen into your room alone.

Just a few minutes ago, as I sat reading my paper in the

library, a stifling wave of remorse swept over me. Guiltily

I came to your bedside.

There are the things I was thinking, son: I had been cross

to you. I scolded you as you were dressing for school because

you gave your face merely a dab with a towel. I took you to

task for not cleaning your shoes. I called out angrily when

you threw some of your things on the floor.

At breakfast I found fault, too. You spilled things. You

gulped down your food. You put your elbows on the table. You

spread butter too thick on your bread. And as you started off

to play and I made for my train, you turned and waved a hand

and called, "Goodbye, Daddy!" and I frowned, and said in

reply, "Hold your shoulders back!"

Then it began all over again in the late afternoon. As I came

up the road I spied you, down on your knees, playing marbles.

There were holes in your stockings. I humiliated you before

your boyfriends by marching you ahead of me to the house.

Stockings were expensive-and if you had to buy them you would

be more careful! Imagine that, son, from a father!

Do you remember, later, when I was reading in the library, how

you came in timidly, with a sort of hurt look in your eyes?

When I glanced up over my paper, impatient at the interruption,

you hesitated at the door. "What is it you want?" I snapped.

You said nothing, but ran across in one tempestuous plunge,

and threw your arms around my neck and kissed me, and your

small arms tightended with an affection that God had set

blooming in your heart and which even neglect could not wither.

And then you were gone, pattering up the stairs.

Well, son, it was shortly afterwards that my paper slipped

from my hands and a terrible sickening fear came over me. What

has habit been doing to me? The habit of finding fault, of

reprimanding-this was my reward to you for being a boy. It

was not that I did not love you; it was that I expected too

much of youth. I was measuring you by the yardstick of my own

years.

And there was so much that was good and fine and true in your

character. The little heart of you was as big as the dawn

itself over the wide hills. This was shown by your spontaneous

impulse to rush in and kiss me good night. Nothing else matters

tonight, son. I have come to your bedside in the darkness, and

I have knelt there, ashamed!

It is feeble atonement; I know you would not understand these

things if I told them to you during your waking hours. But

tomorrow I will be a real daddy! I will chum with you, and suffer

when you suffer, and laugh when you laugh. I will bite my

tongue when impatient words come. I will keep saying as if it

were a ritual: "He is nothing but a boy-a little boy!"

I am afraid I have visualized you as a man. Yet as I see you

now, son, crumpled and weary in your cot, I see that you are

still a baby. Yesterday you were in your mother's arms, your

head on her shoulder. I have asked too much, too much.

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